quarta-feira, dezembro 13, 2006

Quem inventou a Coca-cola estava de ressaca.

domingo, dezembro 10, 2006

Webdings

"If We are what we eat, in my case I´m a sweet - so come and get some...!"
(Jason Mraz)


"If We are what We eat, in my case I´m a sweet - so come and get some"

(Jason Mraz em Webdings)

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Santa hipocrisia

Faz-me confusão ler as barbaridades que andam a ser vendidas por aí em relação ao aborto. Não consigo entender que conceito de vida têm aqueles que gritam pelos sete cantos do mundo que uma interrupção voluntária da gravidez é equiparável a um homicídio. Até já tenho ouvido alguns radicais, declararem ser moralmente preferível deixar morrer a mãe se o feto poder ser salvo! Deixa-me a pensar quem é que anda realmente sedento de morte... Mas enfim, não vale a pena discutir fundamentalismos, o cerne da questão está na dificuldade que têm os portugueses (católicos, na maioria) de aceitar a necessidade do sacrifício da vida de qualquer coisa que ainda nem está formada, que não tem qualquer tipo de vontade própria, que é cientificamente provado não ser mais sensível à dor do que qualquer insecto (se é que sente!), em prol do bem-estar de um ser humano - seja lá que tipo de bem-estar for.

Custa-me ver meninos queques a recolher assinaturas pelo "não" à despenalização - que raio de autoridade moral é que têm? Aceitaria bastante melhor a mesma opinião de alguém duma classe baixa porque a despenalização do aborto, na prática, acaba por proteger apenas os mais desfavorecidos. Só estes têm o meu respeito quanto à opinião contrária à minha já que é a eles que está a ser vedado o acesso a centros de saúde para o praticar em condições e são eles que enfrentam a necessidade de porem em causa a sua saúde submetendo-se a cirurgias perigosas, feitas por pessoas incompetentes e em locais sinistros. Depois acontecem os desastres - querendo ou não, muitos lá acabam a cumprir o primeiro requisito do aborto consentido previsto no 142º do código penal : Evitar perigo de morte para a mulher grávida - e lá vão elas de ambulância para o Hospital.
Quem tem dinheiro, pode sempre continuar a recorrer a centros especializados, com todas as condições, regalias e garantias de segurança. Só têm a maçada de assinar um atestado de malformação do feto falsa, dada por um médico verdadeiro, consentindo a interrupção da gravidez, e obviamente, têm que pagar qualquer coisa que não seria viável para todos.
Classes desfavorecidas: olha, atirem-se das escadas!


Quem não quer ter um filho não o tem (felizmente na minha opinião) independentemente da lei em vigor. Resta optar entre dar condições de igualdade a todos os cidadãos ou não.

Venham os betinhos beatos bater a mão no peito - não é difícil perceber porquê, afinal, para estes não há-de vir mal ao mundo se vier alguém a despropósito.

E a vida que existe no útero? E as ondas cerebrais que transmitem? Bull shit - também o vosso hamster emite ondas cerebrais e se alguma vez tiverem que optar entre o vosso bem-estar e o dele, tenho a certeza que não pensam duas vezes.

terça-feira, novembro 28, 2006

O tamanho conta


Demorei uma hora a ir do Camões à Sé porque o nosso Presidente da Câmara estava a inaugurar a chegada do consumismo. Que grande que ele é - parece que o maior da Europa!

segunda-feira, novembro 27, 2006

Pantone

Isto porque me recuso a assumir que às vezes sou um bocado cinzenta.

Anatomia rodoviária



Senti-me oficialmente perdida quando perguntei a um polícia onde é que estavamos e ele me respondeu:
- Estamos no Rego, menina.
Apeteceu-me concluir:
- Ah, sei, a caminho do Cu do Mundo - mas contíve-me e segui, a medo...

terça-feira, novembro 21, 2006

A saca de orelhas

Sentenças delirantes dum poeta para si próprio em tempo de cabeças pensantes

1
Não te ataques com os atacadores dos outros.
Deixa a cada sapato a sua marcha e a sua direcção.
0 mesmo deves fazer com os açaimos.
E com os botões.

2
Não te candidates, nem te demitas. Assiste.
Mas não penses que vais rir impunemente a sessão inteira.
Em todo o caso fica o mais perto possível da coxia.

3
Tira as rodas ao peixe congelado,
mas sempre na tua mão.

Depois, faz um berreiro.
Quando tiveres bastante gente à tua volta,
descongela a posta e oferece um bocado a cada um.

4
Não te arrimes tanto à ideia de que haverá sempre
um caixote com serradura à tua espera.
Pode haver. Se houver, melhor...

Esta deve ser a tua filosofia.

5
Tudo tem os seus trâmites, meu filho!
Não faças brincos de cerejas
sem te darem, primeiro, as orelhas.

Era bom que esta fosse, de facto, a tua filosofia.

6
Perguntas-me o que deves fazer com a pedra que
te puseram em cima da cabeça?
Não penses no que fazer com. Cuida no que fazer da.

É provável que te sintas logo muito melhor.

Sai, então, de baixo da pedra.

7
Onde houver obras públicas não deponhas a tua obra.
Poderias atrapalhar os trabalhos.
Os de pedra sobre pedra, entenda-se.

Mas dá sempre um "Bom dia!" ao pessoal do estaleiro.
Uma palavra é, às vezes, a melhor argamassa.

8
Deves praticar os jogos de palavras, mas sempre
com a modéstia do cientista que enxertou em si mesmo
a perna da rã, e que enquanto não coaxa, coxeia.
Oxalá o consigas!

(...)

11
Resume todas estas sentenças delirantes numa única
sentença:
Um escritor deve poder mostrar sempre a língua portuguesa



(ALEXANDRE O'NEILL )

quarta-feira, novembro 15, 2006

Vertigem

(imagem do filme Manual do Amor)


É estranho que não consiga abstrair-me da ideia de que vai tudo passar, esmorecer, mecanizar-se e que um dia os gestos vão ser os mesmos, mas a vontade vai ser procurada em vez de escondida. É estranho, principalmente porque sempre vivi sem medo de morrer.

quinta-feira, novembro 02, 2006

Lichtenstein VS Warhol


















... Andy and I, we will always be mixed up ..."

(Imagem de Roy Lichtenstein)

segunda-feira, outubro 23, 2006

Limitados Lda

A Preguiça

" A preguiça é a mãe do progresso. Se não fosse ela o Homem não teria inventado a roda - não teria viajado pelo mundo inteiro."

(Mário Quintana)

:)

sexta-feira, outubro 20, 2006

Fuckafone


"Bem! Estava difícil, já te liguei 3 vezes! Porquê que não atendeste?"

Mas afinal, quem é que pagou o telefone?

Não percebo o que é que leva à maioria das pessoas acharem que há uma obrigação indiscutível de estarmos contactáveis apartir do momento que aderimos a uma rede. Também não entendo o sentimento de culpa que têm, normalmente, aqueles que preferiram não atender um telefonema. Mais dificil ainda de digerir é a convicção do rejeitado de que há, concerteza, uma explicação bastante "razoável" para o que aconteceu. Agora, muito para além do alcance da minha capacidade de compreensão, está a necessidade que esse mesmo tem de perguntar ao rejeitador qual foi a razão que levou a tal extremo. É como se fosse absolutamente necessário que, quem teve o desplante de não estar disponivel, invoque uma causa de exclusão de culpa minimamente provável.

Chamem-me o que quiserem - sou careta, mal-encarada, anti-social, isso tudo, mas apartir de hoje têm aqui a minha justificação razoável: se eu não atender é porque não estou para aí virada. Nada pessoal, não é para levar a peito. Simplesmente, assumo o risco daquilo que posso estar a perder e esse é o único preço que acho justo para o caso.

PS: Que fique bem claro que gosto muito de falar com quem falo!

terça-feira, outubro 17, 2006

Desafio

Escada e Rampa da Biblioteca da Faculdade de Letras de Lisboa

Certo. A estética é uma das maiores inimigas da funcionalidade, mas sinceramente... Com os deficientes?!

segunda-feira, outubro 16, 2006

Sou aquilo que só eu sei.
Pareço o que os outros dizem de mim.


(Miguel Torga)

quinta-feira, outubro 12, 2006

sexta-feira, outubro 06, 2006

Manias

Não sei explicar esta minha tendência - desarrumada como sou, tenho a estranha mania de que não consigo estudar se não tiver tudo à minha volta no lugar, meticulosamente arrumado.
Tenho a sensação que é um instinto a ir contra a minha própria natureza... Um contra-senso natural.


(Piet Mondrian)

quinta-feira, outubro 05, 2006

A Acta


- Olá! Por cá a fazer o quê?
– Não me digas nada, vim fazer uma Acta...
– Heish, coitada... A Acta é gordinha?
– Achas?! É muito magrinha! Sem rabo e com muito pouco peito.
- Ah... Estou a ver, muito picuinhas... Muito rigorosa... De cabelo preto muito escorrido, um bocadinho oleoso.
– Exactamente. Usa óculos.
- A que restaurantes é que ela irá?
– Não sei, mas não vai a tascas e quando pede arroz pergunta sempre se é aberto ou fechado.
- Hum... Estou a ver. A Acta é daquelas que se tropeça, fica muito corada e olha muito à volta para ver se alguém reparou.
- E que espirra para dentro. Tchim.
- Acho que a vi uma vez, com uma amiga, no Duq´s. Estava a beber um tango, porque só consegue beber cerveja com groselha. Um só, senão fica tonta. Ás vezes também bebe com 7 up.
- Sabes, a Acta, quando chega atrasada ao escritório, vai ter como patrão e diz que vem, eventualmente, se não estiver a atrapalhar, pedir desculpas, nomeadamente, pelo atraso – e ajeita os óculos, devagarinho, enquanto espera pela resposta.
- Normalmente, os atrasos acontecem porque a acta não passa um sinal amarelo. É proibido. E as rotundas fazem-se por fora, mesmo que se queira sair na última saída. A Acta tem que ir dando passagem a quem vai saindo, portanto, as rotundas, fá-las sempre aos soluços. É muito prudente.
- Um dia apanhou uma carroça, numa despedida de solteira duma prima, e foi cantar para o karaoke "La vida locca" do Ricky Martin. Na semana seguinte, não teve coragem de sair de casa.
- E hobbies?
– Sim, é muito certeira, joga às setas.
- Os pais chamavam-lhe um nome que a deixava muito embaraçada, era... Tactinha! Ela respondia sempre com uma tossezinha.
- A acta percebe sempre tudo, não é?
– Ela nunca percebeu muito bem o que é que se ia fazer à feira popular. Mas foi uma vez e andou num carrossel, num unicórnio branco.
- A Acta vai ao cinema, de vez em quando. Na última vez foi ver a música no coração - soube que estavam a passar outra vez e ficou bastante contente.
- Ela faz colecção de qualquer coisa, não faz?
- Sim, de bruxinhas de loiça. Também gosta de ter outros bonequinhos de loiça que não sejam bruxinhas, por exemplo, gosta de receber sapos pequeninos. Tem uma estante cheia de bonequinhos engraçados.
- Ela tem peluches no quarto...
- Tem muito o hábito de escrever a tapar a folha. Apanhou-o no liceu – tinha que estar sempre a tapar o seu teste, não fosse alguém querer copiar.
- Um dia teve uma negativa, a educação visual – nunca teve muito jeito – mas enterrou o desenho no jardim e nunca disse a ninguém. Guardou o segredo a sete chaves.
- Nunca a vi com nenhum homem, será casada?
- Não!
- Tem ao menos algum animal de estimação?
- Não pode... É alérgica...
- A Acta cheira a quê?
- A môfo.

Conversa NIN


terça-feira, outubro 03, 2006

Egoísmo













Ele convida-a para jantar, ela aceita mas não sabe bem o quê, para além do jantar. Não sabe se aceita um nervosismo, se aceita uma sugestão sobre o que vestir, uma frase que escapa ao contrário, um transtorno por falta de assunto, sequer se aceita o logo se vê. Sabe que, provavelmente, nessa noite apenas vai jantar. Ela é muito egoísta.

Making of














Só há musica nos filmes para os actores não terem dúvidas.

Hiperactividade

A hiperactividade está na moda. Até o meu computador apanhou o vírus... Acabou de abrir 38 janelas ao mesmo tempo e fechou-as todas num segundo. Escusado será dizer que tudo o que eu estava a fazer foi na rajada.
Vou cultivar a minha preguiça, que nos tempos que correm é uma raridade, e não vou fazer mais nada.