Pipilotti Rist
Hoje sou Pipilotti Rist
Um T1 com vista para a Terra
É de deixar qualquer um curioso: o que será o desafio excitante do pão, o arquipélago de ilhas selvagens, o Índico em núpcias, a cama com ananás deitado nos braços dos míscaros, já para não falar do Oceano de prazer com muito carinho e mar de festas de cogumelos?
No menu do Restaurante Do Montado.
Queres comprar uma palavra?
Podes escolher a que quiseres!
Eu ainda não decidi qual - sempre gostei de alguidar, mas mais com a pronúncia inglesa, por isso, continuo a pensar.
Se quiseres compra aqui.
Respeito pela literatura! Pela História da nossa língua, pelas obras que não se esquecem, pela coragem daqueles que souberam falar da alma e pela palmatória que são os seus textos. Respeito pelo esforço que foi a vida de quem da escrita viveu.
Sejamos humildes, porra!
Como justificação a dar - Estou estupidamente desinteressante!
Passo a explicar:
Começou a época dos exames - o que já por si explica muita coisa - e eu fui subitamente atacada pela Síndrome da Instância. É uma doença sazonal, que aparece normalmente a partir de Junho, mas dadas as circunstâncias, parece que este ano dá também por esta altura. Os sintomas são o pior: dou por mim a responder máximas como ne bis in idem a quem me pergunta as horas, ou a recolher opiniões sobre as várias teses do ius aedificandi no café entre amigos. Assim sendo, parece-me bastante óbvio que me devo considerar inibida de sequer tentar escrever um post - seria de bastante mau tom chicotear com temas destes quem tão amavelmente tem passado aqui uma vez por outra.
Espero, deste modo, ter feito chegar as minhas humildes desculpas pelo o súbito alheamento do blog. Não pretendo fazer disto uma situação permanente e recorrerei a todos os meios ao meu alcance para recomeçar logo que possível. Até lá, pode ser que (contra todas as probabilidades) me lembre de qualquer coisa extracurricular que se encaixe nesta página.
Quid juris?
Eu PESCo
Tu PESCas
Ele PESCa
Nós PESCamos
Vós PESCais
Eles PESCam
Há ainda quem PEC por não PESCar nada do assunto.
Listen as your day unfolds
Challenge what the future holds
Try and keep your head up to the sky
Lovers, they may cause you tears
Go ahead release your fears
Stand up and be counted
Don't be ashamed to cry
You gotta be...
You gotta be bad, you gotta be bold, you gotta be
wiser
You gotta be hard, you gotta be tough, you gotta be
stronger
You gotta be cool, you gotta be calm, you gotta stay
together
All I know, all I know, love will save the day
Herald what your mother said
Read the books your father read
Try to solve the puzzles in your own sweet time
Some may have more cash than you
Others take a different view
My oh my, yea, eh, ee
You gotta be bad, you gotta be bold, you gotta be
wiser
You gotta be hard, you gotta be tough, you gotta be
stronger
You gotta be cool, you gotta be calm, you gotta stay
together
All I know, all I know, love will save the day
Time ask no questions, it goes on without you
Leaving you behind if you can't stand the pace
The world keeps on spinning
can't stop it, if you tried to
This best part is danger staring you in the face
(wo0o0o)
...
(You Gotta Be por Des´ree)
Os meus parabéns para A Barriga de um arquitecto, ainda que lhe repugne "...essa blogosfera sabuja onde se saltita em bicos de pés dizendo bem uns dos outros e jogando às palminhas entre piscadelas de olho"

Nos eventos do Jet Set, que são promovidos pelas revistas a qualquer pretexto - que existe sempre mas que é completamente acessório - a nata da nossa sociedade não tem sequer paciência para disfarçar a falta de graça de vida que escolheram. Ontem fui a uma antestreia de um filme e foi engraçado ver a quantidade de gente que se levantou antes da película chegar a um terço, quando os flashes já tinham acalmado. Há uns tempos inventaram de dar uma palestra com o nosso Eusébio - a animação era ouvir o Sr. da Bola falar sobre o Euro. Eram três listas infindáveis de convidados, todos escolhidos a dedo pelas mais prestigiadas revistas cor-de-rosa (non-sense). Pois três quartos deles conseguiram picar o ponto com a tremenda coragem de chegar, pousar para os 134 Jornalistas que gritavam "Só mais uma aqui! Agora de lado! Olhe em frente..."e sair, sem sequer esperar pelo orador... Certo, existem coisas mais interessantes para fazer, mas porquê fingir que lá estiveram? Ultrapassa-me. Acho até que devia ser proibido - VIP que é VIP tem que saber fazer o trabalho bem feito! Pelo Direito à transparência da informação da ralé, uma inibição temporária de aparecer em revistas por tempo determinado, por cada ponto picado sem gramar a festinha até ao fim! Jetzinho descarado o nosso...
"If We are what we eat, in my case I´m a sweet - so come and get some...!"
(Jason Mraz)
"If We are what We eat, in my case I´m a sweet - so come and get some"
(Jason Mraz em Webdings)
Faz-me confusão ler as barbaridades que andam a ser vendidas por aí em relação ao aborto. Não consigo entender que conceito de vida têm aqueles que gritam pelos sete cantos do mundo que uma interrupção voluntária da gravidez é equiparável a um homicídio. Até já tenho ouvido alguns radicais, declararem ser moralmente preferível deixar morrer a mãe se o feto poder ser salvo! Deixa-me a pensar quem é que anda realmente sedento de morte... Mas enfim, não vale a pena discutir fundamentalismos, o cerne da questão está na dificuldade que têm os portugueses (católicos, na maioria) de aceitar a necessidade do sacrifício da vida de qualquer coisa que ainda nem está formada, que não tem qualquer tipo de vontade própria, que é cientificamente provado não ser mais sensível à dor do que qualquer insecto (se é que sente!), em prol do bem-estar de um ser humano - seja lá que tipo de bem-estar for.
Custa-me ver meninos queques a recolher assinaturas pelo "não" à despenalização - que raio de autoridade moral é que têm? Aceitaria bastante melhor a mesma opinião de alguém duma classe baixa porque a despenalização do aborto, na prática, acaba por proteger apenas os mais desfavorecidos. Só estes têm o meu respeito quanto à opinião contrária à minha já que é a eles que está a ser vedado o acesso a centros de saúde para o praticar em condições e são eles que enfrentam a necessidade de porem em causa a sua saúde submetendo-se a cirurgias perigosas, feitas por pessoas incompetentes e em locais sinistros. Depois acontecem os desastres - querendo ou não, muitos lá acabam a cumprir o primeiro requisito do aborto consentido previsto no 142º do código penal : Evitar perigo de morte para a mulher grávida - e lá vão elas de ambulância para o Hospital.
Quem tem dinheiro, pode sempre continuar a recorrer a centros especializados, com todas as condições, regalias e garantias de segurança. Só têm a maçada de assinar um atestado de malformação do feto falsa, dada por um médico verdadeiro, consentindo a interrupção da gravidez, e obviamente, têm que pagar qualquer coisa que não seria viável para todos.
Classes desfavorecidas: olha, atirem-se das escadas!
Quem não quer ter um filho não o tem (felizmente na minha opinião) independentemente da lei em vigor. Resta optar entre dar condições de igualdade a todos os cidadãos ou não.
Venham os betinhos beatos bater a mão no peito - não é difícil perceber porquê, afinal, para estes não há-de vir mal ao mundo se vier alguém a despropósito.
E a vida que existe no útero? E as ondas cerebrais que transmitem? Bull shit - também o vosso hamster emite ondas cerebrais e se alguma vez tiverem que optar entre o vosso bem-estar e o dele, tenho a certeza que não pensam duas vezes.